Campanha pela libertação de Julian Assange terá ato na Alepe

Em 24/08/2023
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O pai do jornalista Julian Assange, John Shipton Assange, estará na Alepe na próxima semana, como parte da campanha mundial pela libertação do filho e em defesa do jornalismo independente. No dia 1º de setembro, às 10 horas da manhã, ele fará uma visita à Comissão de Cidadania da Casa. O encontro, anunciado nesta quinta, vai ser no Edifício Miguel Arraes, sede do Legislativo pernambucano. 

O fundador do site WikiLeaks atualmente está preso em Londres, na Inglaterra. A campanha liderada pelo pai dele tem percorrido vários países para sensibilizar lideranças, opinião pública e cortes internacionais, em busca da extinção do processo, que está na última instância da Suprema Corte inglesa. Reivindica ainda a recusa da extradição solicitada pelos Estados Unidos. 

Presidente da Comissão de Cidadania, Dani Portela, do PSOL, explica que o apelo tem sido feito em outras Casas Legislativas brasileiras. Nós recebemos realmente entendendo a importância desse caso, entendendo que o Brasil assina vários acordos internacionais de respeito, na verdade, de proteção a defensoras e defensores em direitos humanos. Então, essa comissão é muito importante trazer essa escuta e convido todo mundo a se fazer presente.” 

O australiano Julian Assange é jornalista, ativista e programador de computador. Alegando o objetivo de promover transparência e prestação de contas, o site WikiLeaks, criado por ele em 2006, funciona como uma plataforma que permite a fontes anônimas vazar documentos confidenciais e informações sigilosas de governos, empresas e outras organizações. Além da visita do pai dele, Dani Portela anunciou também debate sobre as condições e riscos no trabalho de entregadores de aplicativos. O encontro será no dia 31 de agosto, por solicitação da deputada Rosa Amorim, do PT. 

Na reunião desta quinta, o Colegiado também aprovou projeto que institui o Programa de Prevenção de Conflitos Agrários Coletivos de Pernambuco. De autoria de Rosa Amorim, a matéria pretende criar mecanismos para o enfrentamento de violações a direitos humanos, além de promover a mediação de conflitos e o apoio em processos de regularização fundiária. O relator foi o deputado João Paulo, do PT, que elogiou a iniciativa

Nós temos vivido muitos conflitos no Estado de espancamentos, de mortes, de mulheres que abortaram por conta desses conflitos. Então, o projeto da nossa deputada Rosa Amorim caminha nessa perspectiva de evitar esses graves confrontos onde a polícia é obrigada a cumprir a reintegração de posse e a população que está sem alternativa. Então, acho que é um projeto que tende a aliviar o sofrimento dessa população.”

O texto foi aprovado com emenda supressiva da Comissão de Justiça, que retirou o item que estabelecia as atribuições da equipe técnica multidisciplinar a ser criada pelo projeto.